Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Poemas. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

O Guardião Noturno

 Se um dia perguntarem a mim do que mais gostei em minha vida, direi que foi de ter lhe encontrado. Você tornou-se o meu guardião, ao qual confio minha vida e minha alma. A quem não me importaria de dedicar cada segundo do meu tempo. Do qual não consigo mais me manter afastada.
Hoje digo com asserção que eis único e insubstituível em minha existência, que não poderia ser nenhum outro a ser o ocupante de meu coração.

 Quero que compreenda meu guardião, que eis o anjo ao qual os Deuses designaram para minha proteção, que eis o homem que me acalentara em minhas noites de tormenta e que é a pessoa com qual vou dividir minhas ledices.


 Em meus sonhos lhe vejo como o guardião noturno de negras e cintilantes asas a rasgar os céus estrelados ao meu encontro. Ao qual me recosto ao peito para aplacar meus medos, ou ao qual acaricio para matar meus desejos.

 Entre meus maiores anseios estão sua presença, a cada segundo do dia quero-te comigo, quando o tenho, desejo que o tempo congele. E que nos braços do meu guardião noturno eu possa permanecer eternamente.

Sei que não possuímos a eternidade, mais que ela se faça presente enquanto vivermos.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Render-te a alma


Passei uma pequena eternidade a sua espera,
E quando finalmente o encontro você foge por entre meus dedos,
Que injusto é o destino que planta este sentimento no coração,
Sentimento que pouco a pouco vai se enraizando e crescendo em sua alma,
Fincando-se em cada órgão, correndo juntamente com seu sangue em suas veias.

Sinto-me perdida quando fico perto de você,
E você parece ser tão indiferente a minha presença,
Tão indiferente a tudo isso.

Será que você possui um coração de gelo?
Ou esta fingindo não ver que estou aqui?
Tem medo de se magoar?
Ou tem medo de sentir?

Não sei o que fizeram com você,
Quem amargou o doce sabor deste sentimento,
Quem o envenenou mortalmente contra o amor.

Só quero uma chance,
Só preciso de uma chance,
Pra te mostrar que o sabor doce pode voltar a tocar seus lábios,
Que o calor pode voltar a aquecer seu corpo,
Que posso cicatrizar sua alma.

Abaixe esta maldita guarda,
Nesta guerra não é a mim que deve temer,
Você é o seu pior e único inimigo.

Olhe pra mim?
Olhe em meus olhos e vera que não minto,
Que jamais menti pra você.
E você? Já mentiu pra mim?

Será que não sente nada além de autopiedade?
Ou sente piedade de mim?

Sua mente é um mistério,
Nada sei sobre seus pensamentos,
E pouco sei sobre sua alma amargurada.

Nunca vi escorrer por sua face uma lagrima,
Mas sei que elas fluem incessantemente dentro de você,
Eu queria coloca-las em uma taça de cristal,
Beber delas e sofrer se isso fosse livrar-te da dor.

Então por favor.
Deixe-me cura-lo,
Deixe-me beijar suas cicatrizes,
E render- te a alma.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Versos ao vento

Versos soltos ao vento
Jogados tristemente ao relento
De sua mente perturbada.
Palavras soltas no labirinto ,
Interminável de frases,
Que existem em sua cabeça.

Elas ficam a correr,
De um lado pra outro ,
Zombando de você.
Que pode ouvi-las
Como uma voz
Gravada em sua mente.

Mas no fundo de sua alma,
Não consegue compreende-las,
Suas próprias palavras e pensamentos,
Desejos e tormentas,
Mal conheci a si mesmo,
Preso e perdido em sua mente,
Perturbado e aflito por respostas.

segunda-feira, 5 de março de 2012



Neste nosso rubro navio sem rumo fizemo-nos fortes e corajosos,
Enfrentamos tempestades e tormentas aterrorizantes.

Este navio com um capitão enlouquecido e autoritário,
Com um imediato insano que muito nos fez rir.

Como todos vocês sabem este navio esta afundando,
Encontrando pouco a pouco o negro fundo do oceano.

Mais algo digo a vocês sobreviventes,
Que se agarram aos restos deste rubro navio em frangalhos.

Não temam o que vem pela frente,
Pois são pessoas de bom coração e Deus não os deixara afogar.

Lembrem-se daqueles que sucumbiram ao medo,
Que abandonaram o navio antes de seu naufrago.

Daqueles que por questionarem o capitão,
Andaram na prancha rumo ao desconhecido.

E lembrem-se de mim que decidi abandonar o navio,
Pois diferentes dos covardes que se atiraram ao mar da desesperança.

Eu não cai, alcei voo por sobre este vasto mar do desespero,
De onde estarei pronta para salvar-lhes as almas.

Assim que este rubro navio naufragar.

sábado, 25 de fevereiro de 2012




Dos dissabores da vida de tudo um pouco provei,
Vivi intensamente em meio ao luto,
Envolto nas garras tortuosas do destino.

Guerreei incansavelmente contra tudo,
Mais ao mesmo tempo lutei contra o nada,
Nada este que habitava em meu peito.


Já vislumbrei a mais bela das primaveras,
Saboreei o mais delicioso ósculo,
Mais o amargor não saiu de meus lábios.

Sou um ser errante,
Perdido neste mundo desconhecido,
Aos meus olhos armíferos.

Nesta vida nada temo,
Já não me resta nada para perder,
Os Deuses tiraram-me tudo.

Tornei-me sem rumo, sem medo,
Sem dor, sem amor,
Um ser complacente somente na morte.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012


Frágeis e desesperados,
Eles esperam sua hora,
Observam todos os lados,
Procurando se livrar,
Do próprio destino.

Fico a observa-los,
Correrem atrás da segurança,
Achando que jamais,
Irei encontra-los. 
Encurralados em meio às cercas,
A hora se aproxima,
Irei colher cada um deles.

 Alguns hoje,
Outros amanhã,
Mais todos um dia,
Mataram a minha fome.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


Diga-me o que queres de mim,
Por que me persegues,
Não quero ser sua marionete,
Um dependente dos seus caprichos,
De suas loucuras mortíferas.

Pode seduzir-me, enganar-me,
Enlouquecer- me se quiser,
Mais não cairei na sua armadilha,
Nas suas ilusões,
Aos seus pés.

 Parta daqui sede maldita,
Deixe-me só com meu tenebroso destino,
A morte enfim chegará,
Quando habitares longe de mim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011



Lagrimas que por sua face correm,
Gritos estrondosos que de sua garganta ecoam,
A dor lacerante no peito,
O amargo da morte em sua boca.

Aquele talho em sua alma e em seu corpo,
O valioso liquido rubro se esvai,
Os olhos marejados observam as mãos,
Manchadas com seu próprio sangue.

Nos lábios daquela deusa maldita,
Como se fosse um lindo batom borrado,
Há resquícios vermelhos da sua vida,
E o prenuncio de sua morte.

Com o pouco de força e coerência que lhe resta,
Fica a pensar em como foi tolo,
Por deixar-se seduzir por aquela mulher,
Cujo o corpo era a trilha do pecado.

Fechando os olhos se lembrou,
Do som daquela bela voz,
Voz maligna que lhe fez ficar cego,
Se entregando facilmente a própria sorte.

Destino cruel trilhado a partir daquele momento,
Que os olhos negros avistou,
Naquela mulher confiou,
Nos últimos segundos de falso amor,
Que ela lhe proporcionou.

Ela o deixou ali,
Com o pouco do sangue a derramar,
Atraindo para beber dele as trevas,
Que mesmo ele após sua morte iria sentir a dor.

Maldita sedutora criatura,
Que seus olhos cegou,
Seus ouvidos enganou,
E de seu sangue se alimentou.

sábado, 3 de dezembro de 2011


As sombras estavam presentes,
Pairando sobre minha cabeça,
Impedindo – me de ver
A lua cheia e prateada,
Daquela bela noite de verão.

Elas começaram a se mover,
De uma forma frenética,
Inquietante e apavorante,
Fazendo com que eu corresse,
Me escondesse ,
Em um beco escuro.

Lá elas pareceram tomar forma,
Grandes pássaros de tom escuro,
Logo após pessoas,
Coberta por um véu negro,
De pele pálida,
Olhos inexpressivos.

Elas tinham na face,
Uma expressão de dor,
De fome e medo,
De quem a tempos,
Não sabia ,
O que era viver.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011




Yes it's true, you saw me bleed and did nothing.
He saw my tears of despair, my cries of agony and did nothing.
Tell me I'm wrong? That did not smile when she saw me fall?
Yes it's true, you laughed when he falls,
who will be laughing too when I finally heal?
When I stand up and show me strong?
It's all over now, the pain will pass,
over the image of a sarcastic smile on his lips will never leave my memory.
 I will never forget that he who made ​​me bleed, you did.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Fui abraçado por ela,
Vestida de negro
E cheia de brilhantes.
Fui acariciado por ela,
Um carinho horas gélido,
Outras quente.
Fui tocado por sua boca,
Afogando-me no escuro.
Agora pertenço a ela,
A minha Deusa inseparável,
A minha bela noite.


sábado, 19 de novembro de 2011




Ela esta aqui, escondida e soterrada dentro de mim.
Quero esquece-la mais tudo e todos me fazem lembrar que ela não me abandonou,
 que ainda esta adormecida dentro de mim.
Todas as vezes que ela desperta a sinto intensamente,
derramando lagrimas contidas por muito tempo.
Ela é mesmo assim, não incomoda desde que esteja ali
inerte feito um gigante adormecido e esquecido na escuridão de sua alma.
É como se tivesse uma ferida mal curada,
não cicatrizada que sangra cada vez que alguém a toca.
Algo que nunca foi superado, ou que simplesmente você achava que havia esquecido.


Por mais belas que sejam as palavras
elas não podem nunca descrever com perfeição um sentimento.
Eles foram feitos não para ser descritos
e sim para serem sentidos,
em sua total e real forma. Entregar-se a eles,
 sem medo de suas consequências.
Sendo elas boas ou não.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011



Blind me with your lust,
Cover me with your passion,
Devour me with your lips,
Hold me tight with your hands.

Take me against your body,
Let me be intoxicated with your perfume,
Lost in your dark eyes,
Mesmerized by the sound of your voice.

Fire me with your caresses,
Silence me with your kisses,
Mark - deeply into my soul,
Indulge this our desire.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011



Impossível,
Esta palavra não existe,
Quando duas almas se pertencem e
Dois corpos se desejam ardentemente.

A paixão proibida transforma o gosto,
Deixando cada beijo e cada caricia
Doce e cheio de luxuria.

Dar escapadas na calada da noite,
Somente para se amarem a luz do luar.
Para no amanhecer sentirem saudades
Dos lábios e da pele um do outro.

Correr o risco de serem vistos,
E de serem punidos somente pelo fato de se quererem.

O coração acelerado e a boca seca,
O perigo eminente daquele ato
Isto torna esta paixão mais desvairada
Quase impossível de controlar.

Isso os cega, os deixam loucos,
Impossibilitando-os de tomar decisões sensatas
Muitas vezes ultrapassam limites,
Mais o que é o limite para os amantes?

Esta palavra se torna inútil,
Qualquer desculpa se torna desnecessária,
E qualquer minuto longe se torna eterno.

O tempo em que os amantes passam juntos
Nunca parece o suficiente.
Quando partem cada um rumo ao seu destino,
Fica nos lábios o gosto do beijo ,
O ardor de cada caricia,
Fazendo-os implorar por mais.

Mais daquela loucura ardente,
Do inebriante sentimento
Denominado paixão.

terça-feira, 26 de julho de 2011


Porque quanto mais perigosos e mortais parecem àqueles olhos negros
Eu teimo em querer tê-los sobre mim,
Seus lábios convidativos curvados em um maligno sorriso e
Aquela voz rouca e provocante, que sei que não devo ouvir.
Pois ela faz-me ser levada de encontro ao seu corpo
Suas grandes mãos, fortes e ágeis que me despem e me acariciam
De maneira tão intima e calorosa que mal consigo respirar

Maldito ser noturno que tira meu raciocínio
Que faz minha mente se desligar do que é certo e sensato
Por que te querer tanto, mesmo quando sei que é inatingível a mim, mera mortal.
Por que mexe com minha mente como se fosse uma marionete em um teatro de fantoches sem vida,
Eu vivo, tenho sangue correndo em minhas veias, se o quer, tome-o
Não irei me impor, nem mesmo suplicarei por piedade,
Só lhe peço que não me deixe viver,
Não quero continuar, se isso for pra ainda não te ter.
Se for pra você ainda ser o doce fruto proibido pelo qual meus lábios pedem incessantemente
Pra não estar em seus braços e em seus lenções, pra não sentir seu hálito gelado em meu pescoço e seus lábios a beija-lo.
Não quero continuar.

Por que é tão difícil cessar com este jogo mortal,
Aonde adagas parecem estar voltadas para meu peito
Prontas para darem fim a minha vida a qualquer instante,
E mesmo eu sabendo sobre o risco e feridas que isto irá trazer
Eu ainda não consigo cessar com este jogo delicioso e insensato
Como queria tecer um novo destino a partir daquele momento
Pra que hoje não fosses tão proibido a mim,
Que tanto anseio por pertencer a você.
Amaldiçoado destino que me colocou no seu caminho
No caminho de um vampiro que me tortura com palavras e toques que ainda não recebi
Que me faz ter noites insones e pensamentos pecaminosos e descabidos

Maldito vampiro fascinante e sedutor que não sai de meus pensamentos.



domingo, 24 de julho de 2011

O meu eu

Entre as indas e vindas de minha vida,
Pude ver que nem todas as vezes tive razão
E que nem todas as vezes estive errada
Descobri que existem pessoas que se importam
E que dependem de mim,
Vi que tenho com quem contar,
E mesmo quando eu achei que eles me esqueceram
Eles me viram cair e estenderam a mão pra me ajudar
Me puseram de pé e mandaram eu seguir em frente

A cada momento que penso em desistir,
Eles me fazem ser fortes
Mesmo não estando mais presentes ao meu lado
Sei que não posso decepciona –los  em momento algum

Como todos eu erro, me arrependo horas sim, horas não
Eu peco, seja pela falta ou pelo excesso

Como todas as crianças já sonhei em ir a lua
De tocar as estrelas que tornam a escuridão da noite mais bela
Já quis que as nuvens fossem feitas de algodão
E que poderia adormecer sobre elas durante horas

Acreditei que podia dar conta de tudo sozinha
Que podia curas magoas mesmo quando eu estava ferida

Tudo que sou hoje pode se alterar com o passar dos anos,
Mais isso não significa que eu vá esquecer cada fato
Que me fez quem sou hoje e quem serei amanhã
Não esquecerei dos momentos que chorei
Seja por tristeza ou por alegria
Não esquecerei também das lagrimas que derramei
Ou das que eu fiz alguém derramar
Lembrarei dos risos e alegrias que cada pessoa me trouxe
E daqueles risos e alegrias que proporcionei

Tudo pode ser alterado em meu exterior,
Mais nada poderá alterar minha essência
Aquilo que nos diferencia um dos outros
A nossa alma.

sexta-feira, 6 de maio de 2011



Novamente estão vocês aqui,
temendo meus adoraveis e leais filhos,
implorando por clemencia,
o que achas que os ensinei?
A perdoar os que jamais os perdoaram?
Quem sou? Não sabes mortal?
Sou a mãe e guardiã dos seres noturnos,
aquela que vê sua alma
que vê seus mais sombrios desejos.
Já ouviu-me chama-lo?
Claro que não,pois ainda és mortal.
Ainda sofre com sua vida limitada e prisioneira.
Prisioneira do medo de realizar seus sonhos,
de realizar seus desejos,
de saciar suas vontades,
ainda se importa com o que pensão de ti
oh pobre e ingenuo mortal
abarcado e sufocado pelas suas limitações,
com seus preconceitos intragaveis
Meus filhos não conhecem isto
eles apenas conhecem a sede
a vontade, a honra de serem meus filhos
de serem filhos da Noite
Da Adoravel Noite.



De: Andressa Souza